Todo coração é tambor de carne
Feito pra bater
Perfeito pra apanhar
Diga-me
Há algum imune?
A querer outro ser,
À ausência que hão de deixar?
Responda-me
Sairia impune
Sem nada sofrer
Se o arrancar?
Está tudo bem
No fim, isso nos une:
Quando o meu coração morrer
Em ambos, o vazio vai ecoar.
