Sentimentalismo

Um poema curto sobre uma longa desilusão.

Eu não me importo com quem manda no mundo
Sinceramente, lá no fundo
Nessa conspiração secreta
De quem vai te levar pra casa
Há minha angústia predileta
A única coisa que importa nesse segundo
Quem sou no grande esquema das suas coisas
Se não um mero vagabundo?
Tirem todo o ar que me resta
Para que eu não grite o seu nome no meio da praça
Mas, Acima de tudo, não faça
Não faça o nó que você sabe
Nem cante nossa música em Sol
Por que o fim do romance ideal
Só poderia ser paradoxal
Pois, no final da peça, os atores debandam
E a unidades astronômicas de distância
As estrelas não se seguram
E cantam

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